
Após ganhar as eleições presidenciais de 1986, Soares seleccionou um grupo de amigos para formar a Emaudio com o dinheiro que restara da sua campanha. Não querendo manchar o seu nome, Soares nomeou Rui Mateus como testa-de-ferro, e encetou contactos com empresários internacionais. Convidando-os para reunirem com o Chefe de Estado, mas embora fossem os portugueses a pagar a estadia em Portugal, eles eram convidados apenas a investir na Emaudio. Com estes contactos, Soares pretendia investir na Comunicação Social, mas Berlusconi rejeitou a proposta, e Ropert Murdoch foi ultrapassado na corrida pelo seu rival Robert Maxwell. Como “caução”, Maxwell pagaria 6 000 contos (30 000 euros) mensais.

Em visita de Estado a Marrocos, Soares envia Almeida Santos a Portugal para controlar o fogo. Narciso Cunha Rodrigues, Procurador-Geral da República, deixou Soares fora da investigação e levou à condenação apenas de Rui Mateus, como corruptor, e absolvendo Carlos Melancia, não sendo provado que este tinha aceite o pagamento. Contudo, o pagamento não chegou a Melancia, mas sim a Soares…
Se isto fosse verdade…
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