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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Invasão da Rádio

O Grupo Renascença (composto pela Rádio Renascença, RFM e Mega FM) foi obra de Monsenhor Manuel Lopes, iniciando as emissões da Emissora Católica em Janeiro de 1937, e estabelecido a sua estrutura e regularidade a partir de Abril do ano seguinte. Sendo presentemente o líder nacional de audiências de rádio, pela sua história já passou por momentos de aperto, como na altura do PREC…

Após o 25 de Abril, o país atravessava momentos de intranquilidade e no dia 30, os trabalhadores da Rádio Renascença iniciaram uma greve que levou mais tarde à entrada em autogestão, pois a administração da rádio proibiu a emissão das reportagens sobre os regressos
de Mário Soares e Álvaro Cunhal do exílio. O conflito entre os trabalhadores e o patronato da emissora ultrapassou o perímetro da empresa, e tornou-se uma fonte perturbadora nacional. Em Maio de 1975, essa tensão levou à ocupação dos estúdios em por forças de extrema-esquerda, com o Cardeal-Patriarca D. António Ribeiro a assumir posição de destaque na defesa da propriedade da rádio. Contra ele, estavam o Conselho da Revolução, o COPCON e todos os partidos e grupos políticos (radicais ou moderados), entre os quais o PS (que desejava a nacionalização dos meios de informação). As exigências de restituição da RR aos seus legítimos donos feitas ao Conselho de Revolução eram infrutíferas, pois estes não desejavam tomar partido contra os trabalhadores. Na noite de 18 de Junho de 1975, chegaram mesmo a existir confrontos físicos na Sede no Campo Santana, dos quais resultaram 40 feridos, perante a passividade do COPCON…

Como forma de pressão, o Conselho da Revolução destruiu à bomba, em Novembro de 1975, o centro emissor de Benfica, de forma a colocar pressão sobre os ocupantes da Rádio e cala-los definitivamente. Em Janeiro de 1976, a Rádio Renascença foi finalmente devolvida aos seus legítimos proprietários.
Este episódio levou a uma grande união dos católicos e à conquista de novos simpatizantes por parte da Rádio Renascença, tornando-se a maior rádio nacional e expandindo as suas emissões além fronteiras…

Se isto fosse verdade…

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Programa Bárbaro

Antigo ministro da Cultura e candidato derrotado à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho é um homem muito complexo. Intitula-se como um poço de cultura, e até acima dos restantes mortais, mas também é um poço de vulgaridades, ainda para mais para alguém que recebeu uma boa colocação em Paris…

Neste caso concreto, Carrilho concedeu a Bárbara Guimarães (na altura apenas uma amiga), durante o ano de 1998 e a maior parte de 1999, um subsídio através do Fundo de Fomento Cultural (entidade tutelada pelo seu Ministério da Cultura) para que apresentasse um programa diário de 5 minutos na rádio Antena 1 intitulado Culto. Esse subsídio atingia, após deduções fiscais, os 850 contos mensais e que foram atribuídos ao longo de 21 meses que Bárbara Guimarães apresentou o programa. No total foram pagos, ganhando pela média dos 8500$00 por minuto, cerca de 19 mil contos de “dote” para aquela que seria a sua futura esposa…

No final de 2007 Carrilho será colocado em Paris como representante da missão permanente de Portugal junto da UNESCO, dando asas à sua vertente cultural. De notar que outro degredado socialista, Ferro Rodrigues, já tinha sido nomeado pelo Governo de José Sócrates para representante português na OCDE, também em Paris… C’est la vie…

Se isto fosse verdade…