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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ferrari na Fórmula Indy

Em 1985, os regulamentos da Fórmula 1 não estavam a gerar consenso. Permitindo motores Turbo até 1500 cc ou motores normalmente aspirados até 3000 cc, o equilibro com a paridade encontrada para equilibrar as performances já tinha sido anulada. Com a chegada dos grandes construtores à Fórmula 1, os gastos aumentaram, bem como as performances dos motores que chegavam aos 1000 cv, e as equipas pequenas estavam a perder competitividade. Entrou em acção Jean-Marie Balestre…

Para nivelar o jogo, o Presidente da Federação Internacional do Desporto Automóvel pretendia que os motores aspirados fossem de 3500 cc. Contudo, Enzo Ferrari pretendia uma fórmula de 1200 cc turbo. Como forma de pressão, a Ferrari afirmou no Verão de 1986 que pretendia sair da Fórmula 1 e embarcar noutro desporto e enviou o seu Director Desportivo Mário Piccini para assistir a uma corrida de Fórmula Indy em Michingan. Balestre deu sinal de força, dizendo que não se deixava intimidar, e que os custos e as velocidades na Fórmula 1 seriam para descer. Ferrari respondeu trazendo um March de Fórmula Indy bem como o piloto Bobby Rahal para um teste na sua pista privada em Fiorano. Pretendendo chegar a um consenso, Balestre e a Ferrari reuniram-se e num acordo de compromiss,o apenas a quantidade de combustível seria limitada. Mas Ferrari prosseguiu na pressão, e no Verão de 1987 a Ferrari apresenta o seu carro de Fórmula Indy…

Porém, as partes reuniram-se e chegaram a um acordo, com os novos motores aspirados de 3500 cc. Se Balestre pretendia que os motores fossem de 8 cilindros, a Ferrari insistiu que também os de 12 cilindros fossem possíveis, o que permitiu numa brecha desse regulamento que mais tarde à Renault criar o seu fabuloso motor de 10 cilindros. Enquanto os motores turbo foram progressivamente retirados, a Ferrari abandonou o projecto de Fórmula Indy. Em 1990, a Alfa Romeo decidiu entrar no mundo da Fórmula Indy com um novo motor, mas ao longo do ano o March com ele equipado, poucos resultados alcançou. Na verdade, o “novo” motor não era mais do que o rebaptizado motor Ferrari com 3 anos…

Se isto fosse verdade…

terça-feira, 1 de abril de 2008

O outro lado de um Campeão

Ayrton Senna da Silva foi um piloto brasileiro que, após viajar para Inglaterra e escalar os vários degraus de acesso à Fórmula 1, desde a Fórmula Ford até à Fórmula 3 sempre com sucesso, deixou uma marca no desporto. Uma marca que não é só pela sua rapidez que lhe valeu 3 títulos mundiais, mas também pela sua humanidade, quer seja perdendo a cabeça e esmurrando adversários, quer seja pela dedicação ao próximo…

No Grande Prémio de Espanha de 1990, em Jerez, nos treinos livre de sexta-feira algo falhou no Lotus Lamborghini de Martin Donnelly que despistou-se e foi embater violentamente contra os muros de betão, desintegrando o cockpit do Fórmula 1 e deixando o piloto deitado no asfalto. Os socorros, através do Professor Sid Watkins, Médico permanente dos Grandes Prémios, salvaram Donnelly, e entre as pessoas que assistiam aos procedimentos encontrava-se Ayrton Senna. Sempre que acontecia um acidente grave, Senna arranjava sempre meio de ir ao local e observar as condições da pista e possíveis causas (tendo mesmo sido repreendido em algumas das vezes pelas organizações), bem como o auxílio prestado. Após o final dos treinos, em que estabeleceu o melhor tempo, Senna deslocou-se até ao Hospital para saber do estado de Donnelly e perguntou ao Professor Sid Watkins que lhe descrevesse os procedimentos que tomou aquando da assistência ao piloto inconsciente…

Quando no Grande Prémio da Bélgica de 1992 em Spa Francochamps, nos treinos de qualificação de sexta-feira o piloto francês Erik Comas despistou-se com grande violência, Senna foi dos primeiros pilotos a passar pelo local, parando o carro na berma e correndo em direcção do Ligier-Renault de Comas e prontamente segurou a cabeça do piloto desmaiado, pois tinha aprendido dois anos antes os procedimentos que se devem tomar, e evitou com este gesto, enquanto a ambulância não chegava, que Comas sofresse graves lesões na coluna, que poderiam mesmo ser fatais…

Se isto fosse verdade…

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Vitaminas no Desporto

Se nos anos 70 José Maria Pedroto ficou famoso pela “água com açúcar” que dava aos atletas antes dos jogos, na década de 40 já eram utilizados suplementos alimentares para potenciar os atletas. João Rebelo, ciclista do Sporting em 1946, foi convidado para a Volta à Suiça representando a equipa Alegro, e trouxe na volta alguma “inovação” estrangeira…

Sendo-lhe dadas algumas vitaminas para juntar à alimentação que fazia parte da ementa da equipa, no primeiro dia da competição foi afectado por grandes dores de estômago, talvez ao desconhecimento por parte do organismo a tais suplementos. Abandonado no primeiro dia por não conseguir afastar as dores e chegando assim fora de tempo à meta (após tendo mesmo desmaiado durante a etapa), João Rebelo regressou a Portugal sem honra nem glória, mas com um frasco de vitaminas na mala. Quando o seu comboio de regresso parou em Barcelona, reconheceu uma comitiva de atletas portugueses que iriam participar nos Jogos Ibéricos e foi falar com eles. Na conversa, constatando a deficiência da alimentação que lhes estava reservada através da organização espanhola, que consistia apenas em sarda, salada de pepino e sardinhas de conserva, decidiu por sua iniciativa oferecer aos atletas o frasco que trazia da Suiça…

Nesta ingénua introdução de “suplementos” alimentares no mundo desportivo português, o sucesso nos Jogos Ibéricos passou, por entre outros, por Afonso Marques que para além da vitória nos 10 000 metros, ganharia também os 5 000 metros e aniquilando o record nacional dessa distância que já durava à 16 anos. Pode não ter ganho a volta à Suiça, mas João Rebelo bem ajudou a ganhar nos Jogos Ibéricos…

Se isto fosse verdade…