Em 1985, os regulamentos da Fórmula 1 não estavam a gerar consenso. Permitindo motores Turbo até 1500 cc ou motores normalmente aspirados até 3000 cc, o equilibro com a paridade encontrada para equilibrar as performances já tinha sido anulada. Com a chegada dos grandes construtores à Fórmula 1, os gastos aumentaram, bem como as performances dos motores que chegavam aos 1000 cv, e as equipas pequenas estavam a perder competitividade. Entrou em acção Jean-Marie Balestre…Para nivelar o jogo, o Presidente da Federação Internacional do Desporto Automóvel pretendia que os motores aspirados fossem de 3500 cc. Contudo, Enzo Ferrari pretendia uma fórmula de 1200 cc turbo. Como forma de pressão, a Ferrari afirmou no Verão de 1986 que pretendia sair da Fórmula 1 e embarcar noutro desporto e enviou o seu Director Desportivo
Mário Piccini para assistir a uma corrida de Fórmula Indy em Michingan. Balestre deu sinal de força, dizendo que não se deixava intimidar, e que os custos e as velocidades na Fórmula 1 seriam para descer. Ferrari respondeu trazendo um March de Fórmula Indy bem como o piloto Bobby Rahal para um teste na sua pista privada em Fiorano. Pretendendo chegar a um consenso, Balestre e a Ferrari reuniram-se e num acordo de compromiss,o apenas a quantidade de combustível seria limitada. Mas Ferrari prosseguiu na pressão, e no Verão de 1987 a Ferrari apresenta o seu carro de Fórmula Indy…Porém, as partes reuniram-se e chegaram a um acordo, com os novos motores aspirados de 3500 cc. Se Balestre pretendia que os motores fossem de 8 cilindros, a Ferrari insistiu que também os de 12 cilindros fossem possíveis, o que permitiu numa brecha desse regulamento que mais tarde à Renault criar o seu fabuloso motor de 10 cilindros. Enquanto os motores turbo foram progressivamente retirados, a Ferrari abandonou o projecto de Fórmula Indy. Em 1990, a Alfa Romeo decidiu entrar no mundo da Fórmula Indy com um novo motor, mas ao longo do ano o March com ele equipado, poucos resultados alcançou. Na verdade, o “novo” motor não era mais do que o rebaptizado motor Ferrari com 3 anos…
Se isto fosse verdade…


Antes de se tornar El Comandante, e enquanto tentava tomar o poder pela força com o seu grupo M-26 (Movimento 26 de Julho), Fidel Castro planeou um esquema que atraísse os olhos do mundo à sua causa. Aproveitando a realização do Grande Prémio de Cuba, em Havana, organizou um grupo para raptar Fangio. Na entrada do Hotel Lincon, um homem alto de blusão de cabedal e pistola em punho dirigiu-se ao piloto e ordenou que ele o seguisse para um carro estacionado à porta. Logo de seguida fizeram chegar aos jornais do mundo que se o Presidente Baptista quisesse organizar uma corrida internacional, não poderia contar com o campeão em título. Fangio foi mantido em cativeiro durante 26 horas num luxuoso apartamento, a comer bifes com batatas, frango e arroz, e a dormir numa cama confortável. Os revolucionários até disponibilizaram-lhe um rádio para ele poder ouvir o relato da corrida, ao que ele declinou. A única preocupação de Fangio era de ser apanhado num tiroteio entre a polícia e os revoltosos, se o local onde se encontravam fosse descoberto. Faustino Perez, o braço direito de Castro, foi então visitar o prisioneiro e apresentou-lhe desculpas e explicou os motivos do rapto…


