quarta-feira, 16 de abril de 2008

Bruxedo no Benfica

O futebol anda de mão-dada com as superstições. Bruxos e curandeiros são muitas vezes requisitados para fazerem trabalhos em equipas de futebol. Muitas das vezes os presidentes dos clubes nem acreditam nas propriedades dessas mezinhas, mas acreditam que possa motivar os jogadores para inverterem os resultados. Qualquer equipa está disposta a recorrer a esses “trabalhos, até os “grandes” portugueses…

Na época de 1992/93, o Benfica tinha acabado de contratar Paulo Futre, e perseguia o líder Futebol Clube do Porto. O Presidente do Benfica, Jorge de Brito, contrata então Delane Vieira, um empresário e médium para ajudar a equipa. O primeiro trabalho de Delane resultou em sucesso: ele prevera que o Benfica iria ganhar ao Sporting no Estádio da Luz por 1-0, com golo de Paulo Futre. Com esta profecia cumprida, faltava contudo o jogo que decidiria o campeonato, quando o Benfica ia receber o Porto. Delane disse então que para o Benfica ganhar, o Treinador Principal Toni e o seu Adjunto Jesualdo Ferreira teria de se deslocar a um hipermercado, comprassem um carrinho cheio de alimentos e oferecessem ao primeiro pobre que encontrassem ao sair á rua. Pouco dados a superstições, Toni e Jesualdo lá acederam, e deslocaram-se até ao Carrefour de Telheiras. Pagaram a conta e saíram com Centro Comercial, mas não encontravam um único pobre a quem pudessem oferecer a quantidade enorme de alimentos. Cansados da situação, telefonaram a uma amiga para que fosse a um bairro degradado e que lhes trouxesse um. Assim foi feito e o pobre ficou feliz da vida...

Contudo, no jogo decisivo, o Porto arranca um empate a zero golos, e ganha vantagem no confronto directo. Delane defende-se dizendo que o seu trabalho não resultara porque os técnicos do Benfica nem foram capazes de arranjar um pobre para cumprir a tarefa correctamente. Toni e Jesualdo desmentem categoricamente que alguma vez tenham participado nessa tarefa, mas alguns dirigentes benfiquistas estavam presentes quando eles aceitaram realiza-la…

Se isto fosse verdade…

terça-feira, 8 de abril de 2008

Soares em Macau (1)

Mário Soares é considerado por muitos como o Pai da Democracia. Antigo Ministro, Primeiro-Ministro e Presidente da República, Soares acumulou património de grande valor ao longo dos anos. A muito se deve à sua empresa Emaudio. Contudo, alguns dos negócios dessa empresa são bastante suspeitos, envolvendo até um caso de suborno que provocou a demissão do Governador de Macau, Carlos Melancia…

Após ganhar as eleições presidenciais de 1986, Soares seleccionou um grupo de amigos para formar a Emaudio com o dinheiro que restara da sua campanha. Não querendo manchar o seu nome, Soares nomeou Rui Mateus como testa-de-ferro, e encetou contactos com empresários internacionais. Convidando-os para reunirem com o Chefe de Estado, mas embora fossem os portugueses a pagar a estadia em Portugal, eles eram convidados apenas a investir na Emaudio. Com estes contactos, Soares pretendia investir na Comunicação Social, mas Berlusconi rejeitou a proposta, e Ropert Murdoch foi ultrapassado na corrida pelo seu rival Robert Maxwell. Como “caução”, Maxwell pagaria 6 000 contos (30 000 euros) mensais. É então nomeado Carlos Melancia, um homem da Emaudio, como Governador de Macau, que tratou logo de adjudicar a estação pública de televisão para Maxwell, que entretanto recua. Entretanto, uma empresa alemã exige a devolução dos 50 000 contos (250 000 euros) que tinha “contribuído” pois não tinha recebido contrapartidas para a construção do Aeroporto de Macau. Rui Mateus envia o fax a Melancia que não dá resposta. Almeida Santos comunica a situação a Soares que também não dá resposta. Furioso por ter a “batata quente” na mão, Mateus envia o fax para o jornal O Independente, desencadeando o escândalo…

Em visita de Estado a Marrocos, Soares envia Almeida Santos a Portugal para controlar o fogo. Narciso Cunha Rodrigues, Procurador-Geral da República, deixou Soares fora da investigação e levou à condenação apenas de Rui Mateus, como corruptor, e absolvendo Carlos Melancia, não sendo provado que este tinha aceite o pagamento. Contudo, o pagamento não chegou a Melancia, mas sim a Soares…

Se isto fosse verdade…

terça-feira, 1 de abril de 2008

O outro lado de um Campeão

Ayrton Senna da Silva foi um piloto brasileiro que, após viajar para Inglaterra e escalar os vários degraus de acesso à Fórmula 1, desde a Fórmula Ford até à Fórmula 3 sempre com sucesso, deixou uma marca no desporto. Uma marca que não é só pela sua rapidez que lhe valeu 3 títulos mundiais, mas também pela sua humanidade, quer seja perdendo a cabeça e esmurrando adversários, quer seja pela dedicação ao próximo…

No Grande Prémio de Espanha de 1990, em Jerez, nos treinos livre de sexta-feira algo falhou no Lotus Lamborghini de Martin Donnelly que despistou-se e foi embater violentamente contra os muros de betão, desintegrando o cockpit do Fórmula 1 e deixando o piloto deitado no asfalto. Os socorros, através do Professor Sid Watkins, Médico permanente dos Grandes Prémios, salvaram Donnelly, e entre as pessoas que assistiam aos procedimentos encontrava-se Ayrton Senna. Sempre que acontecia um acidente grave, Senna arranjava sempre meio de ir ao local e observar as condições da pista e possíveis causas (tendo mesmo sido repreendido em algumas das vezes pelas organizações), bem como o auxílio prestado. Após o final dos treinos, em que estabeleceu o melhor tempo, Senna deslocou-se até ao Hospital para saber do estado de Donnelly e perguntou ao Professor Sid Watkins que lhe descrevesse os procedimentos que tomou aquando da assistência ao piloto inconsciente…

Quando no Grande Prémio da Bélgica de 1992 em Spa Francochamps, nos treinos de qualificação de sexta-feira o piloto francês Erik Comas despistou-se com grande violência, Senna foi dos primeiros pilotos a passar pelo local, parando o carro na berma e correndo em direcção do Ligier-Renault de Comas e prontamente segurou a cabeça do piloto desmaiado, pois tinha aprendido dois anos antes os procedimentos que se devem tomar, e evitou com este gesto, enquanto a ambulância não chegava, que Comas sofresse graves lesões na coluna, que poderiam mesmo ser fatais…

Se isto fosse verdade…

segunda-feira, 24 de março de 2008

América na mira

A grande vantagem dos E.U.A. ao longo do Século XX foi de estar localizado num continente à parte, e onde não sofre pressões de países vizinhos. Essa vantagem foi por demais evidente, com a excepção mais tarde da crise de mísseis de Cuba, pois não viu o seu território alvejado pelas bombas inimigas, nem o seu território ameaçado ao longo das duas Grandes Guerras Mundiais. Tirando uma pequena excepção…

No final da 2ª. Grande Guerra, o exército alemão dispunha de um míssil de longo alcance, o V2 que foi lançado contra a Inglaterra (cerca de 1 400) e contra a Bélgica (cerca de 1 500). Walter Donberger era o Oficial encarregue do projecto, e após a conclusão do mesmo, iniciou um novo, chamado Prüfstand XII (Base de Teste XII). Este novo projecto para a Kriegsmarine consistia em criar plataformas de lançamento de mísseis para serem rebocadas por submarinos até às bases militares costeiras na América. Em Junho de 1942 (duas equipas) e em Novembro de 1944 (uma equipa) foram desembarcados sabotadores nazis, que contudo não conseguiram realizar a tarefa planeada. Contudo, a ameaça das bases de mísseis era mais forte, sendo que o Almirante Karl Doenitz estava muito empenhado em mostrar as várias utilidades dos submarinos, nomeadamente para atacarem as muito activas instalações em Nova Iorque. Apenas uma, das três planeadas, dessas plataformas foi construída e testada, mas nunca utilizada em fogo real. No final da guerra, sem capacidade de construir engenhos explosivos, os planos nazis consistiam em lançarem mísseis carregados de contentores com lixo radioactivo das mal sucedidas experiências nucleares…

Mais tarde, após o final da Guerra, Wernher von Braun e Walter Riedel, os dois engenheiros nazis encarregues da pesquisa dos mísseis balísticos, foram levados para os E.U.A. para escaparem ao aprisionamento de que todos os seus colegas eram vítimas (como Ferdinand Porsche, o criador do Carocha) e começaram a trabalhar num grupo de investigação, que mais tarde veio a tornar-se na N.A.S.A….

Se isto fosse verdade…

quarta-feira, 19 de março de 2008

Uma questão de dinheiro

Paulo Futre, o astro do futebol, estava descontente com a sua situação no Atlético de Madrid. Quando no início de 1993, Sousa Cintra, na altura presidente do Sporting, seu clube do coração, convidou-o para almoçar, o regresso ao futebol português parecia sorrir-lhe. Contudo, nem tudo foram rosas e, para além do pouco sucesso desportivo, levou também à ruína financeira do Benfica…

Sousa Cintra foi buscar o jogador ao Hotel, tendo habilmente avisado os jornalistas do encontro. A caminho do restaurante, Paulo Futre declara que “Saí do Sporting por dinheiro, regressarei com o coração.”. Passado pouco tempo, surge o Benfica em cena. Em apenas dois dias, o seu presidente Jorge de Brito adianta o dinheiro ao Atlético de Madrid, e um ordenado de 30 000 contos a Futre. Para o jogador, tratou-se apenas de uma negociação ganha pelos encarnados, e que sentia pena de não voltar a Alvalade. Sousa Cintra ficou fulo com o sucedido e prometeu vingança, vindo nesse final de época a roubar duas pérolas do Benfica no Verão Quente. Quanto ao Benfica, endividou-se em 600 000 contos, os necessários para convencer o Atlético, através de um adiantamento da venda das transmissões televisivas à RTP e da publicidade estática, no que era visto como um grande negócio para ambas as partes. Contudo, tal não foi a impressão do Primeiro-Ministro Cavaco Silva, que destituiu o Conselho de Administração da RTP, presidida por Monteiro de Lemos que fora Presidente do Conselho Fiscal do Benfica…

Marques Mendes, na altura Ministro-adjunto do Primeiro-Ministro, declarou que “O dinheiro não é tudo, as audiências não justificam tudo, a concorrência não é justificação para tudo.”. Apesar de tudo, Futre viria mesmo a jogar pelo Benfica, marcando um golo decisivo ao Sporting que afastou definitivamente os leões do título, e brilhou no final da Taça de Portugal ganha ao Boavista. Contudo, o Campeonato principal escapava-se para o Porto. Se por si só, a contratação de Futre não arruinou completamente os cofres do clube da Luz (que já apresentavam um passivo de 4 500 000 contos), a perda de Paulo Sousa, numa vingança do Sporting, fez voar uma receita esperada de 1 000 000 da venda do médio para Itália…

Se isto fosse verdade…

segunda-feira, 10 de março de 2008

Fidel Castro nas corridas

Fidel Castro é conhecido por todos como o Eterno Presidente de Cuba, após depor Fulgêncio Baptista, o homem de confiança dos E.U.A.. Juan Manuel Fangio é tido por muitos como o maior piloto de Fórmula 1 de sempre, tendo sido cinco vezes Campeão do Mundo em 1951, 54, 55, 56 e 57. Em 1958, os caminhos destes dois homens cruzaram-se, numa situação única…

Antes de se tornar El Comandante, e enquanto tentava tomar o poder pela força com o seu grupo M-26 (Movimento 26 de Julho), Fidel Castro planeou um esquema que atraísse os olhos do mundo à sua causa. Aproveitando a realização do Grande Prémio de Cuba, em Havana, organizou um grupo para raptar Fangio. Na entrada do Hotel Lincon, um homem alto de blusão de cabedal e pistola em punho dirigiu-se ao piloto e ordenou que ele o seguisse para um carro estacionado à porta. Logo de seguida fizeram chegar aos jornais do mundo que se o Presidente Baptista quisesse organizar uma corrida internacional, não poderia contar com o campeão em título. Fangio foi mantido em cativeiro durante 26 horas num luxuoso apartamento, a comer bifes com batatas, frango e arroz, e a dormir numa cama confortável. Os revolucionários até disponibilizaram-lhe um rádio para ele poder ouvir o relato da corrida, ao que ele declinou. A única preocupação de Fangio era de ser apanhado num tiroteio entre a polícia e os revoltosos, se o local onde se encontravam fosse descoberto. Faustino Perez, o braço direito de Castro, foi então visitar o prisioneiro e apresentou-lhe desculpas e explicou os motivos do rapto…

A corrida foi adiada quase duas horas enquanto a organização esperava que a polícia, que ia revirando todas as casas, encontrasse o astro Argentino, o que causava a apreensão dos cerca de 150 000 espectadores que esperavam o início da corrida. Teve de ser Maurice Trintignat a pilotar o Maserati designado para Fangio. Após o final da corrida, os revolucionários levaram Fangio até à Embaixada Argentina onde este se apresentou, e aos seus acompanhantes como “Estes são meus amigos, os sequestradores.”…

Se isto fosse verdade…

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Verão Quente... de 1993!

O Verão Quente não foi só durante o PREC, pois o futebol também teve um. No Verão de 1993, após o Benfica ter ficado em segundo lugar no campeonato e ter ganho a Taça, com a colaboração de Paulo Futre, o melhor jogador português do momento e “roubado” poucos meses antes ao Sporting, seu clube do coração. Também o leão foi capaz de dar duas arranhadelas à águia, e poderia ter sido mais grave…

No início de Junho, Pacheco foi o primeiro jogador a rescindir contracto com o Benfica, devido a salários em atraso, e a assinar pelo Sporting para receber 70 000 contos. Pouco depois, Paulo Sousa envia um fax a rescindir contracto pelo mesmo motivo, assinando por 350 000 contos por ano. Era com Sousa que o Benfica esperava sarar a crise financeira (de cerca de 4 milhões de contos) tentando a venda para Itália por 1 milhão de contos. Mas Sousa Cintra, Presidente do Sporting, não se dava por satisfeito, e no final de Junho, João Pinto envia um fax a rescindir contracto por não ter recebido os 2 000 contos do ordenado de Maio. JVP tinha assinado um contrato com o vizinho da Segunda Circular por três anos e 350 000 contos, tendo recebido logo um cheque de 30 000 contos. Após o sucedido, partiu de férias para uma praia em Torremolinos…

Jorge de Brito, Presidente do Benfica, encontrava-se de férias em Lagos, e ao saber do sucedido dirigiu-se logo para a praia espanhola e propôs o regresso ao Benfica, por 390 000 contos até 1997. Devido ao cheque que já tinha recebido de Sousa Cintra, teve de indemnizar os leões em 100 000 contos, despesa que o Benfica pagou com grado. Foi com esta jogado, que culminou no célebre jogo do 6-3 de Alvalade, que o Benfica sagrar-se-ia Campeão 1993/94…

Se isto fosse verdade…

Aliados, mas não muito...

Durante a 2.ª Grande Guerra Mundial, ocorreram muitas acções de espionagem e contra-espionagem, sendo que mesmo dentro dos Aliados surgiam suspeitas, com os russos a serem vistos de lado e com muita desconfiança. Quando os Nazis, através da Wermacht, desenvolveram a arma V2, o míssil de longo alcance mais evoluído da época, um caso ocorreu que veio dar razão às desconfianças dos Aliados…

Wernher von Braun e Walter Riedel eram os engenheiros alemães encarregues de desenvolver o Vergeltungswaffe 2, ou Arma de Vingança 2, tendo para isso escolhido Peenemuende, uma localidade no Noroeste da Alemanha como base de operações para desenvolver o míssil. Os testes eram efectuados em Bliza, já em território polaco. Num desses testes, em Maio de 1994, um dos mísseis despenhou-se num pântano e não explodiu. A resistência polaca escondeu o míssil e, após os alemães terem desistido de procurar o engenho, calculando que este se tivera afundado, desmontaram-no e transportaram-no para ser analisado. Os soviéticos disponibilizaram meios e técnicos para a análise do míssil, e mais tarde receberam um pedido dos Serviços Secretos Britânicos que também desejavam inspeccioná-lo, visto que cerca de 40% dos ataques dos mísseis V2 tinham como alvo a Inglaterra…

Os russos afirmaram que queriam colaborar, e os componentes do míssil V2 foram assim embalados numa caixa e enviados para o quartel-general inglês. A surpresa surgiu quando a caixa foi aberta pelas autoridades britânicas para que os seus técnicos pudessem inspeccionar esta arma letal enviada pelos seus aliados de Leste, pois a caixa continha apenas dois velhos motores de aviões soviéticos…

Se isto fosse verdade…

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Macacada...

Certas expressões populares utilizadas no dia-a-dia surgiram de situações muito pouco normais. Uma delas nasceu no mundo do futebol, nas várias deslocações que o Sporting fazia até ao Estádio do Lima (antecessor do Estádio das Antas) para defrontar o Futebol Clube do Porto…

Quando o Sporting dos 5 violinos deslumbrava todos com o seu futebol, as deslocações ao Porto resultaram sempre em grandes dissabores no final da década de quarenta e início de cinquenta. Anteriormente, os jogadores do Sporting estagiavam num hotel em Oliveira de Azeméis, que tinha uma macaca como animal de estimação. Adoptando-a como amuleto, o Sporting somava por vitórias as deslocações ao Porto. Contudo, numa das vezes lá chegados, a macaca tinha desaparecido. Um adepto portista tinha comprado a macaca, acreditando que ela era a fonte de inspiração leonina, e que assim seriam derrotados. Começou assim uma série de jogos em que o Porto ganhava de forma contundente, o Sporting até adoptou outros hotéis para estagiar para tirar a macaca da lembrança dos seus jogadores, até que…

Numa das deslocações ao Porto, e após um jogo estranho com uma arbitragem tendenciosa e diversos jogadores portistas lesionados, o Sporting voltava a ganhar no Estádio do Lima. Curiosamente, no mesmo dia em que a macaca, que estava instalada na Quinta da Fonte Vinha do adepto portista, morreu. A partir daí, começou a ser utilizada no futebol, e que depois generalizou-se, a expressão “mas que sorte macaca”…

Se isto fosse verdade…

Invasão de Timor-leste

Após a morte de Suharto, todos os dedos acusadores apontam na direcção dele, como sendo um ditador que causou a morte a muitos milhares de timorenses. Mas poucos referem que, se Suharto provocou todos estes eventos, tal deveu-se aos E.U.A. terem encorajado e fornecido armamento para que a Indonésia pudesse invadir Timor Leste…

Quando Portugal libertou-se da Ditadura, a Indonésia estabeleceu contactos com o M.F.A. para comprar Timor-leste. Se de início chegaram a haver encontros, subitamente o plano passou por dar independência aos timorenses. Em Julho de 1975, Shuarto teve uma reunião em Camp David com o presidente dos E.U.A., Gerald Ford, e alertou para a progressão comunista na Ásia e que o novo regime socialista em Lisboa poderia servir de contágio para a província. O próprio Suharto estava preocupado, após a decisão de Portugal conceder independência a Timor-leste, que as restantes províncias indonésias, ao verem o exemplo, se sentissem tentadas ao mesmo. Após terem feito infiltrações militares no território para desencadearem confrontos que causasse cisão entre a ex-colónia portuguesa, em Dezembro de 1975, Gerald Ford e Henry Kissinger, Conselheiro Militar dos E.U.A. e Prémio Nobel da Paz em 1973, visitaram a Indonésia e disseram que a invasão teria de ser o mais breve possível, que esperassem apenas que eles abandonassem o continente asiático, e que para isso iriam contar com armamento fornecido ilegalmente pelos E.U.A.. Assim começou a Operação Lótus, com a invasão oficial de Timor-leste em 7 de Dezembro de 1975...

Em 2000, o Ministério dos Negócios Estrangeiros australianos assumiu que o Governo da altura encorajou Suharto a invadir Timor-leste, tendo caído muito mal entre a população pois jornalistas australianos tinham sido assassinados nos confrontos, e porque tinham muita consideração pelos timorenses pela sua heroicidade durante a segunda Grande Guerra Mundial. Quanto ao envolvimento dos E.U.A., só ficou conhecido através de documentos confidenciais governamentais tornados públicos em Dezembro de 2001…

Se isto fosse verdade…